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Apple e Samsung cortam pedidos de peças de celulares por causa da memória cara, dizem Nikkei e MoneyToday

Segundo o Nikkei, a Apple cortou 15% a 20% dos pedidos de peças do iPhone 18 Pro. Segundo o MoneyToday, a Samsung pediu 20% a 30% menos. O que muda no preço?

Por Redação Celular de Perto · Edição: Bruno Teles

iPhone 18 Pro na cor bordô, de frente e de costas
Imagem: Divulgação/Apple. Fonte original

A Apple pediu a fornecedores que produzam menos componentes do iPhone 18 Pro e do Pro Max, e os pedidos de outubro caíram de 15% a 20% sobre o esperado, segundo o jornal Nikkei Asia. A Samsung fez pedido parecido, de 20% a 30% menos peças para o fim do ano, segundo o jornal sul-coreano MoneyToday.

Nenhuma das duas empresas confirmou os números. Os dois relatos vêm de fontes anônimas da cadeia de fornecimento, e o preço dos celulares no Brasil não aparece em nenhum deles.

O que cada jornal diz

Apple Samsung
Fonte do relato Nikkei Asia (09/10), via Investing.com Brasil MoneyToday (Coreia do Sul), via Oficina da Net (08/10)
Quem teria pedido A Apple, a alguns fornecedores A divisão Mobile eXperience, aos fornecedores
Tamanho do corte 15% a 20% nos pedidos de outubro, sobre o esperado 20% a 30% no fornecimento de componentes
Produtos iPhone 18 Pro e Pro Max Celulares Galaxy, de outubro a dezembro
Confirmação O texto do Investing não traz resposta da Apple A Samsung não confirmou oficialmente

Por que a Apple cortou, segundo o Nikkei

Segundo o Nikkei, a demanda pela nova linha ficou abaixo do previsto. O jornal diz que a alta nos preços dos chips de memória e de outros componentes forçou reajustes e pesou no consumo. A Apple estaria mais cautelosa com as remessas desde o começo de setembro.

O mesmo relato traz outra explicação: o calendário. A Apple lançou primeiro a linha premium (18 Pro, 18 Pro Max e iPhone Duo) em setembro e deve apresentar o iPhone 18 básico e um iPhone Air aprimorado no início de 2027. Menos peças pedidas para o Pro pode, em parte, só refletir isso.

Ou seja, o Nikkei não diz que o corte vem só da memória cara. Diz que há demanda fraca, preço de componente em alta e um ciclo de lançamentos diferente, tudo junto.

A conta da Samsung: memória 175% mais cara

No caso da Samsung, o relato liga o corte direto ao custo. Segundo o MoneyToday, a produção de outubro a dezembro pode ficar até 30% abaixo do planejado. Dados da consultoria TrendForce citados pela Oficina da Net mostram que a memória LPDDR5X de 12 GB custa 175% mais do que há um ano.

Pense numa padaria em que a farinha quase triplica de preço. O dono não para de vender pão, mas assa menos fornadas e negocia o estoque. É esse o movimento que o relato descreve: fabricar menos para não perder dinheiro em cada aparelho.

E o preço no Brasil?

Nenhuma das duas fontes diz que o preço vai subir aqui por causa dos cortes. O Oficina da Net escreve que isso não significa que os Galaxy ficarão imediatamente mais caros ou difíceis de achar, mas que a empresa terá de administrar melhor o estoque nos próximos meses.

O que já aconteceu no Brasil antes desses relatos está nas nossas próprias matérias: o Galaxy S26 Ultra e os irmãos tiveram aumento de até R$ 1,3 mil nos preços oficiais, e o Galaxy A07 de 256 GB foi de R$ 1.099 para R$ 2.299. O iPhone 18 Pro de 256 GB está em R$ 11.999 na loja da Apple.

A leitura da redação: produção menor costuma deixar menos folga para promoção e para estoque barato no fim do ano. É leitura, não previsão. Hoje não há dado que diga quanto, nem quando.

Até quando a memória fica cara

O Investing lembra que a oferta global de memória e de eletrônicos está limitada pela demanda excessiva de outros setores que disputam os mesmos chips, e que declarações recentes da Micron, fabricante de chips de memória, indicam que a escassez deve durar até pelo menos 2027.

Quem pretende trocar de celular tem um prazo curto para observar: os preços oficiais nas lojas da Apple e da Samsung, que são o que de fato vale para quem compra. Se algo mudar, vai aparecer ali antes de aparecer em relatório de fornecedor.

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