Pular para o conteúdo

Instagram começa a liberar o Muse, assistente de IA da Meta: o que ele faz e quando chega ao seu celular

O Instagram começou a liberar o Muse aos poucos, e a Meta só confirma o lançamento nos EUA. Veja o que ele faz, como saber se chegou e o que ele acessa.

Por Redação Celular de Perto · Edição: Bruno Teles

Mulher usando o celular ao ar livre
Foto: Roberto Hund/Pexels. Foto original, Licença Pexels

Um boneco branco e sorridente apareceu no Instagram de alguns usuários desde a noite de quarta (7). É o Muse, assistente da Meta liberado aos poucos, segundo a A Crítica de Campo Grande.

A Meta apresentou o Muse em 8 de setembro, mas só confirmou o lançamento nos Estados Unidos. A sala de imprensa brasileira da empresa não traz aviso de data para todas as contas no Brasil. Então a regra por enquanto é simples: apareceu na sua conta, está liberado; não apareceu, falta chegar.

Onde o Muse aparece no Instagram

Quando está disponível, o ícone fica na barra de ferramentas, perto da opção "Copiar link". Dali, a conversa funciona como uma troca de mensagens, parecida com a do WhatsApp, descreve a A Crítica.

A liberação é gradual. Duas contas no mesmo aparelho podem ver coisas diferentes, e isso não indica defeito. Atualizar o app pode ajudar, mas a Meta não diz que a atualização força a chegada do recurso.

O que ele faz, na prática

A Meta o chama de agente pessoal: em vez de só responder perguntas, ele executa tarefas. Pela nota oficial, ele pode enviar e-mail, reservar viagem, abrir um navegador, preencher formulários e negociar em nome da pessoa.

O exemplo que a própria Meta usa é o do reel de receita salvo no Instagram. O Muse transforma o vídeo numa lista de compras. É como ter alguém olhando por cima do seu ombro enquanto você rola o feed e anotando o que interessa.

Na compra, ele usa o Link, da Stripe, que gera um cartão de uso único. O número do seu cartão real fica escondido. Nada disso foi anunciado, até agora, para pagamentos no Brasil.

Que acesso dar ao Muse antes de conectar apps

O Muse só enxerga o que você conectar. A Meta diz que a pessoa escolhe a quais apps ele se liga e quanto acesso recebe. No e-mail, por exemplo, dá para deixar só leitura ou permitir também o envio.

Esta é a conta que vale fazer antes de conectar qualquer coisa:

  • Leitura: o Muse vê as mensagens, mas não escreve por você.
  • Envio: ele manda e-mail em seu nome, e um erro dele vira erro seu.
  • Compra: a Meta afirma que ele pede aprovação antes de enviar e-mail ou comprar.

Na dúvida, comece pelo menor acesso e aumente depois. Segundo a Meta, dá para mudar o acesso ou desconectar um serviço quando quiser.

O que a Meta promete sobre privacidade

O Muse roda numa máquina virtual própria, isolada da de outras pessoas. Um segundo agente, o Sentinel, aprova o que sai para a internet, segundo a empresa.

Senhas que você digita ficam num armazenamento seguro e, de acordo com a Meta, o Muse as usa sem ver. A empresa também diz que as conversas e os dados da máquina virtual não vão para os sistemas de anúncios. Dá para pedir que ele esqueça algo específico e optar por não ter as conversas usadas no treino dos modelos da Meta.

São promessas da empresa, ainda sem teste independente nas fontes que abri. Vale ler a tela de permissões com calma na primeira vez.

O Muse funciona fora do Instagram?

Sim. A nota da Meta diz que o Muse funciona no app próprio e diretamente no WhatsApp, além do site muse.ai. Os apps para iOS e Android e o site entraram no ar nos Estados Unidos. Para o Brasil, a empresa não deu prazo.

Se o ícone não apareceu hoje, o próximo passo é acompanhar a nota da Meta em about.fb.com/br e conferir no próprio Instagram nos próximos dias. Quem cuida da segurança da conta pode ler antes como recuperar um Instagram invadido, caso alguém peça acesso ao seu perfil.

Fontes

Mais sobre

Para continuar no assunto