Instagram começa a liberar o Muse, assistente de IA da Meta: o que ele faz e quando chega ao seu celular
O Instagram começou a liberar o Muse aos poucos, e a Meta só confirma o lançamento nos EUA. Veja o que ele faz, como saber se chegou e o que ele acessa.
Por Redação Celular de Perto · Edição: Bruno Teles

Um boneco branco e sorridente apareceu no Instagram de alguns usuários desde a noite de quarta (7). É o Muse, assistente da Meta liberado aos poucos, segundo a A Crítica de Campo Grande.
A Meta apresentou o Muse em 8 de setembro, mas só confirmou o lançamento nos Estados Unidos. A sala de imprensa brasileira da empresa não traz aviso de data para todas as contas no Brasil. Então a regra por enquanto é simples: apareceu na sua conta, está liberado; não apareceu, falta chegar.
Onde o Muse aparece no Instagram
Quando está disponível, o ícone fica na barra de ferramentas, perto da opção "Copiar link". Dali, a conversa funciona como uma troca de mensagens, parecida com a do WhatsApp, descreve a A Crítica.
A liberação é gradual. Duas contas no mesmo aparelho podem ver coisas diferentes, e isso não indica defeito. Atualizar o app pode ajudar, mas a Meta não diz que a atualização força a chegada do recurso.
O que ele faz, na prática
A Meta o chama de agente pessoal: em vez de só responder perguntas, ele executa tarefas. Pela nota oficial, ele pode enviar e-mail, reservar viagem, abrir um navegador, preencher formulários e negociar em nome da pessoa.
O exemplo que a própria Meta usa é o do reel de receita salvo no Instagram. O Muse transforma o vídeo numa lista de compras. É como ter alguém olhando por cima do seu ombro enquanto você rola o feed e anotando o que interessa.
Na compra, ele usa o Link, da Stripe, que gera um cartão de uso único. O número do seu cartão real fica escondido. Nada disso foi anunciado, até agora, para pagamentos no Brasil.
Que acesso dar ao Muse antes de conectar apps
O Muse só enxerga o que você conectar. A Meta diz que a pessoa escolhe a quais apps ele se liga e quanto acesso recebe. No e-mail, por exemplo, dá para deixar só leitura ou permitir também o envio.
Esta é a conta que vale fazer antes de conectar qualquer coisa:
- Leitura: o Muse vê as mensagens, mas não escreve por você.
- Envio: ele manda e-mail em seu nome, e um erro dele vira erro seu.
- Compra: a Meta afirma que ele pede aprovação antes de enviar e-mail ou comprar.
Na dúvida, comece pelo menor acesso e aumente depois. Segundo a Meta, dá para mudar o acesso ou desconectar um serviço quando quiser.
O que a Meta promete sobre privacidade
O Muse roda numa máquina virtual própria, isolada da de outras pessoas. Um segundo agente, o Sentinel, aprova o que sai para a internet, segundo a empresa.
Senhas que você digita ficam num armazenamento seguro e, de acordo com a Meta, o Muse as usa sem ver. A empresa também diz que as conversas e os dados da máquina virtual não vão para os sistemas de anúncios. Dá para pedir que ele esqueça algo específico e optar por não ter as conversas usadas no treino dos modelos da Meta.
São promessas da empresa, ainda sem teste independente nas fontes que abri. Vale ler a tela de permissões com calma na primeira vez.
O Muse funciona fora do Instagram?
Sim. A nota da Meta diz que o Muse funciona no app próprio e diretamente no WhatsApp, além do site muse.ai. Os apps para iOS e Android e o site entraram no ar nos Estados Unidos. Para o Brasil, a empresa não deu prazo.
Se o ícone não apareceu hoje, o próximo passo é acompanhar a nota da Meta em about.fb.com/br e conferir no próprio Instagram nos próximos dias. Quem cuida da segurança da conta pode ler antes como recuperar um Instagram invadido, caso alguém peça acesso ao seu perfil.
Fontes
- Meta: Conheça o Muse, o primeiro agente de IA pessoal do mundo (08/09/2026) (conferido em 8 de outubro de 2026)
- A Crítica de Campo Grande: Muse, o assistente de IA da Meta que vai te ajudar no Instagram (07/10/2026) (conferido em 8 de outubro de 2026)
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