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Corrida por aplicativo: o que conferir antes de entrar no carro

Placa, modelo, foto e nome do motorista precisam bater com o app. Veja o que Uber, 99 e inDrive oferecem e o que fazer se algo não conferir antes do embarque.

Por Redação Celular de Perto · Edição: Maria Heloisa Barbosa Borges

Motorista de aplicativo dirige em São Paulo com o celular preso ao painel e o app aberto, visto do banco de trás
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil. Fonte original

Antes de abrir a porta de um carro de aplicativo, confira quatro coisas: placa, modelo, foto e nome do motorista. Se um desses dados não bater com o que aparece no app, não entre.

A orientação é a mesma nas páginas de segurança da Uber, da 99 e da inDrive, e também da Polícia Militar de Goiás. Abaixo está o que conferir antes do embarque, os recursos que cada aplicativo oferece durante a viagem e o que fazer se algo sair do normal.

Os quatro dados que precisam bater antes do embarque

O aplicativo mostra quem vem buscar você. A Uber pede, na página de segurança, que o passageiro confira se o motorista, o modelo e a placa do carro conferem com as informações do app. A PM de Goiás resume do mesmo jeito: confira a placa do veículo indicado no aplicativo como o enviado.

Na prática, olhe nesta ordem:

  1. Placa: letra por letra, com o carro parado na sua frente.
  2. Modelo e cor: um carro parecido não é o mesmo carro.
  3. Foto do motorista: compare o rosto de quem está ao volante.
  4. Nome: pergunte "você veio buscar quem?" em vez de dizer o seu nome primeiro.

A última dica evita entregar o seu nome a quem está só esperando alguém entrar por engano.

Não bateu? Não entre

Se a placa for outra, se o carro for diferente ou se a pessoa ao volante não for a da foto, não embarque. Afaste-se, cancele pelo próprio aplicativo e relate o problema no canal de ajuda da empresa.

Isso vale mesmo quando o motorista dá uma explicação na hora, como carro trocado ou conta de outra pessoa. O registro da viagem, a rota e o suporte do app estão ligados ao carro e ao motorista cadastrados, não a quem apareceu.

Código de verificação: a camada extra da Uber e da 99

As duas plataformas têm um código que só você conhece e que libera o início da corrida.

Na Uber, a página de segurança descreve o recurso como uma senha mostrada no app do usuário, que precisa ser informada ao motorista para ele conseguir iniciar a viagem. Assim, os dois confirmam que estão na corrida certa.

Na 99, o Código de Verificação é um número de 4 dígitos, exclusivo de cada viagem, gerado quando você pede o carro. Você diz o número no embarque e a corrida só começa depois da validação. A 99 informa que o recurso é opcional e pode ser ligado ou desligado na Central de Segurança do app.

O código não substitui a conferência da placa: ele entra depois dela, como mais uma trava.

Compartilhe a corrida com quem você confia

Mandar a viagem para alguém acompanhar é o recurso mais simples e um dos mais úteis.

  • Uber: pela Central de Segurança (o escudo azul sobre o mapa da viagem), você escolhe até 5 pessoas da lista de contatos. Elas recebem um link com o nome do motorista, os dados do veículo e a sua localização em tempo real.
  • 99: o compartilhamento de rota aparece entre os recursos de segurança do app.
  • inDrive: o botão "Compartilhar Viagem" ganhou um atalho na tela principal, e a Central de Segurança permite cadastrar contatos de emergência.

A PM de Goiás também recomenda compartilhar a localização com amigos e familiares para que eles saibam onde você está e se chegou ao destino.

Onde esperar o carro

Peça o carro já num lugar movimentado e iluminado e só vá até a calçada quando o veículo chegar.

A PM de Goiás orienta não parar em locais isolados e mal iluminados e desconfiar de ofertas de corrida com preço fora do razoável.

Se o celular for levado no caminho, os primeiros passos estão no nosso guia de celular roubado: o que fazer.

Corrida por fora do aplicativo: por que recusar

Às vezes o motorista propõe fechar a próxima viagem direto com ele, por mensagem, mais barato. A PM de Goiás orienta os motoristas a não fazer corridas fora do aplicativo, porque é o app que mantém as rotas e as chamadas registradas.

Para o passageiro, a lógica é a mesma: fora do app, não há registro da viagem, nem compartilhamento de rota, nem suporte da empresa se algo acontecer. E combinar pagamento por Pix com um desconhecido abre espaço para outros golpes, como os que explicamos no guia sobre golpes do Pix.

Durante a viagem: cinto, rota e áudio

Use o cinto, também no banco de trás. Pelo Código de Trânsito Brasileiro, o cinto é obrigatório para condutor e passageiros (art. 65), e deixar de usá-lo é infração grave, que vale também para o passageiro (art. 167).

Acompanhe a rota no mapa. A Uber lista um recurso de checagem de rota, e a 99 cita o monitoramento das viagens em tempo real.

Grave o áudio, se não se sentir confortável. A Uber permite gravar o áudio da viagem pelo próprio app; o conteúdo pode ser enviado criptografado num relato de segurança e, se necessário, usado em investigação ou compartilhado com autoridades, na forma da lei. A 99 também lista a gravação de áudio entre os seus recursos.

O botão de polícia do app não funciona igual em todo estado

As três empresas têm um atalho de emergência. A Uber lista a ligação para a polícia entre os recursos de segurança. A inDrive tem um botão de emergência para contato imediato com as autoridades de segurança pública.

Na 99, o botão de ajuda da polícia pode enviar as informações da corrida e a sua localização diretamente à polícia, mas a própria empresa avisa que isso depende da unidade federativa. Ou seja: não conte com o envio automático em qualquer cidade.

O que cada app diz verificar no motorista

Vale saber o que as empresas afirmam, sem tratar isso como garantia:

  • A 99 afirma que todos os motoristas e passageiros são verificados antes da primeira corrida.
  • A Uber lista a verificação de parceiros (U-Check), a foto do motorista (U-Selfie) e o endereço e telefone anônimos (U-Sigilo) entre os recursos.
  • A inDrive funciona com preço combinado entre passageiro e motorista; olhe o perfil de quem aceitou antes de embarcar.

Em qualquer uma, a checagem no embarque continua sendo sua.

O que a lei exige de quem dirige

A Lei 13.640/2018 regulou o transporte por aplicativo. Nos municípios que regulamentarem o serviço, o motorista só é autorizado se tiver CNH categoria B ou superior com a informação de que exerce atividade remunerada, conduzir veículo dentro das exigências de idade e características do poder público local, manter o CRLV do carro e apresentar certidão negativa de antecedentes criminais.

As regras de cada cidade podem acrescentar exigências. Se o documento do carro estiver em dia, ele aparece no app federal, como explicamos no guia do licenciamento no RJ.

Se algo der errado

Em perigo imediato, ligue 190 ou use o botão de emergência do app. Depois, com você em segurança:

  1. Faça o relato pelo canal de ajuda do aplicativo, citando a data e o horário da corrida.
  2. Guarde os prints da viagem (motorista, placa, rota e valor) e o áudio, se gravou.
  3. Registre boletim de ocorrência.

Se o celular foi levado junto, avise a operadora e bloqueie a linha, porque o número é a porta de entrada para as contas: veja como no guia do sequestro da linha.

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