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Starlink passa a TIM na internet fixa em agosto, segundo a Anatel: o que explica a virada

A Starlink fechou agosto com 936,8 mil acessos de banda larga, à frente de TIM (929,8 mil) e Unifique, segundo a Anatel. Veja a conta e o que ela não mostra.

Por Redação Celular de Perto · Edição: Bruno Teles

Antena de internet por satélite da Starlink apoiada em um suporte sobre um gramado, com o cabo no chão
Foto: BugWarp / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0). Arquivo original, CC BY-SA 4.0

A Starlink fechou agosto com 936,8 mil acessos de banda larga fixa no Brasil e ficou à frente da TIM, que tem 929,8 mil, e da Unifique, com 892 mil. Os números são dos dados que operadoras e provedores reportam à Anatel, reunidos pelo TELETIME em 5 de outubro.

A virada vem do ritmo do mês: a Starlink ativou 65 mil acessos em agosto, o maior saldo do mercado. A TIM somou 11 mil. Subtraindo o saldo de agosto, a conta mostra a Starlink com cerca de 871,8 mil e a TIM com cerca de 918,8 mil no mês anterior.

A diferença é de 7 mil acessos

Os dois estão praticamente empatados: cada um tem 1,6% do mercado de banda larga fixa, que fechou agosto com 57,89 milhões de acessos. A vantagem da Starlink sobre a TIM é de 7 mil acessos, e a Anatel ainda pode revisar o número, porque parte dos provedores costuma atrasar o envio dos relatórios.

Com isso, a Starlink aparece em 9º lugar na lista do TELETIME, e a TIM em 10º.

Quem cresceu em agosto

A Vivo ficou logo atrás da Starlink no saldo do mês, com 64 mil acessos novos, e chegou a 8,54 milhões. A Claro, líder, somou 35 mil e tem 10,87 milhões. Com a Desktop, provedor cuja compra foi concluída na semana passada, a base da Claro sobe para 12,071 milhões.

A Nio, antiga Oi Fibra, teve o melhor mês desde que o TELETIME acompanha a operadora: 24 mil acessos, num total de 3,29 milhões. Brisanet, Brasil TecPar, Ligga e Unifique cresceram entre 2 mil e 3 mil.

Giga+ (13 mil), Vero (7 mil), Alares (4 mil) e Desktop (4 mil) perderam clientes. Algar e Mhnet perderam 1,5 mil cada.

Desde janeiro, a Starlink afirma ter mais de 1 milhão de clientes no Brasil, segundo o TELETIME. A empresa usa uma metodologia própria de contagem. O número da Anatel, de 936,8 mil, é o que as empresas reportam ao órgão para o painel de banda larga fixa, e é com ele que o ranking foi montado.

O que a conta não diz

Os dados da Anatel mostram quanto cada empresa tem e quanto ganhou no mês, mas não explicam por que os clientes escolheram uma ou outra. Também não dizem em que cidades a Starlink cresceu, nem quanto dos acessos novos é de gente que trocou de provedor e quanto é de gente que não tinha internet fixa.

O mercado total, aliás, encolheu 1,3% frente a julho (58,64 milhões), mas esse recuo pode mudar com a revisão da Anatel. Na comparação com agosto de 2025, a alta é de 5,7%, ou 3,1 milhões de acessos a mais.

O que muda para quem quer contratar

Nada muda nos planos ou nos preços por causa do ranking. Quem está pensando em trocar de provedor deve conferir primeiro se o endereço tem cobertura de fibra ou de satélite e comparar contrato e velocidade. Se o serviço contratado ficar abaixo do prometido, vale seguir o passo a passo para medir a velocidade e reclamar na Anatel. A movimentação das operadoras no celular em agosto tem outro retrato do mesmo mês.

Os números por empresa saem do Painel de Acessos de Banda Larga Fixa, no site de informações da Anatel. Os dados de setembro mostram se a Starlink mantém a frente sobre a TIM.

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