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Pix passa de 1 bilhão de chaves: mais da metade são aleatórias e a média é de quase 5 por brasileiro

O Banco Central tinha 1,008 bilhão de chaves Pix em setembro. São 526 milhões aleatórias. Veja o que isso diz e como conferir as chaves que você tem no banco.

Por Redação Celular de Perto · Edição: Bruno Teles

Homem de óculos olhando o celular na mão, com outras pessoas ao fundo em local público
Foto: Rawpixel / Wikimedia Commons (CC0). Arquivo original, CC0

O Banco Central tinha 1,008 bilhão de chaves Pix cadastradas em setembro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (8). Mais da metade, 526 milhões, são chaves aleatórias.

O número aparece na reportagem do g1, que cita dados da autoridade monetária. Em agosto eram 998 milhões. No fim de 2025, 920 milhões. A conta é simples: 88 milhões de chaves a mais em nove meses, embora o g1 arredonde o avanço para "cerca de 80 milhões".

Quem tem a maior parte das chaves

Das 1,008 bilhão de chaves, 956,7 milhões estão ligadas a pessoas físicas e 51,2 milhões a empresas. Pelo IBGE, o país tinha 214.211.951 habitantes no ano passado. Dividindo o total de chaves por esse número, a média fica perto de cinco por habitante, como aponta o g1.

Fazendo a conta só com as chaves de pessoas físicas, o resultado é menor: 956,7 milhões divididos pela população dá cerca de 4,5 por pessoa. É um cálculo da redação, e serve só de ordem de grandeza: bebê e idoso sem conta entram na divisão, e quem tem Pix pode ter bem mais chaves do que a média.

A chave aleatória lidera

Pelos números do Banco Central, as 526 milhões de chaves aleatórias são cerca de 52% do total. Na sequência vêm os números de celular (166 milhões), os CPFs (153 milhões) e os e-mails (144,5 milhões).

A chave aleatória é um código gerado pelo banco, que não mostra CPF, telefone nem e-mail de quem recebe. A reportagem não explica por que ela lidera. Uma leitura possível, da redação e sem confirmação oficial, é que ela virou a escolha de quem prefere não expor um dado pessoal a quem paga. O guia das chaves Pix e seus cuidados mostra quando cada tipo faz sentido.

O número é de chaves, não de pessoas

Um bilhão de chaves não é um bilhão de usuários. A página do Pix no Banco Central fala em mais de 170 milhões de pessoas físicas que já fizeram Pix, o equivalente a 80% da população. Dividindo as 956,7 milhões de chaves de pessoas físicas por esses 170 milhões, dá mais de cinco chaves por usuário. A comparação é da redação e tem limite, porque os dois números vêm de recortes diferentes, mas indica que muita gente guarda várias chaves ao mesmo tempo, e que parte delas pode estar parada.

O que fazer com as suas chaves

Chave que você não usa mais é uma porta aberta sem necessidade. Vale uma passada de cinco minutos:

  • Abra o aplicativo de cada banco onde você tem conta e entre na área de chaves do Pix.
  • Veja quais chaves estão cadastradas em seu nome e apague as que não usa.
  • Confira se o celular e o e-mail cadastrados como chave ainda são seus. Número velho, que a operadora pode ter passado a outra pessoa, é um risco.

Para quem paga contas todo mês, o Pix Automático também usa a chave como ponto de partida, então manter o cadastro em dia evita surpresa. E quem paga para uma chave com histórico de fraude encontra o caso explicado em chave marcada por fraude.

O próximo número oficial de chaves deve sair com os dados de outubro. Até lá, o que está ao seu alcance é conferir, no próprio app, quantas chaves seu nome carrega hoje.

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