Dia das Crianças: fraude em brinquedo online subiu 130%; como evitar
No último Dia das Crianças, as tentativas de fraude na compra de brinquedo online subiram 130%, diz a Serasa Experian. Veja o que conferir antes de pagar.
Por Redação Celular de Perto · Edição: Bruno Teles

No último Dia das Crianças, as tentativas de fraude na compra de brinquedos pela internet ficaram 130% acima da média do ano. Com a data chegando, vale conferir a loja antes de pagar.
O dado é da Serasa Experian, que publicou o levantamento em 24 de setembro. Abaixo, o que ele mostra, quem mais foi alvo e o que checar no celular antes de tocar em "finalizar compra".
O que o levantamento encontrou
Segundo a Serasa Experian, em outubro de 2025 foram bloqueadas 371 tentativas de fraude em compras online de brinquedos, número 130,4% acima da média mensal do período analisado, de julho de 2025 a julho de 2026.
As compras legítimas também cresceram, mas menos: foram 49.519 pedidos no mês, 98,2% acima da média. Ou seja, as fraudes subiram mais rápido do que as vendas. Se tivessem sido concluídas, as 371 tentativas somariam R$ 193,3 mil em prejuízo.
Quem mais foi alvo
Os consumidores acima de 51 anos estiveram ligados a 191 das 371 tentativas bloqueadas, ou 51,5% do total, segundo o estudo. Nas compras legítimas, a faixa que mais comprou foi a de 36 a 50 anos.
O valor médio por tentativa de fraude subiu de R$ 428,91 para R$ 506,91 em outubro. Entre as compras de verdade, o valor médio praticamente não mudou (alta de 0,6%).
Dia das Crianças tem mais fraude que o Natal
O levantamento comparou as duas datas. Antes do Natal houve 30,4% mais compras online de brinquedos, mas o Dia das Crianças concentrou 26,15% mais tentativas de fraude.
Para quem vai comprar presente, a conclusão prática é simples: outubro pede mais cuidado do que dezembro, e o cuidado começa antes de escolher o brinquedo.
O preço baixo demais é o primeiro sinal
A primeira recomendação da Serasa Experian é desconfiar de brinquedo anunciado muito abaixo do preço praticado no mercado. Antes de comprar, pesquise o mesmo produto em duas ou três lojas conhecidas.
Outra dica é não entrar em promoção que chegou por link em SMS, mensagem, rede social ou e-mail de origem desconhecida. Digite o endereço da loja no navegador ou use o aplicativo oficial. O roteiro do link falso é o mesmo que mostramos no guia do golpe do SMS com link falso.
Confira a loja em três passos
- Veja o endereço do site. A Serasa recomenda conferir se ele corresponde ao canal oficial da loja antes de digitar qualquer dado.
- Procure o CNPJ e o endereço. O Decreto 7.962, que regula o comércio eletrônico, obriga a loja virtual a mostrar em local de destaque o nome empresarial, o CNPJ (ou CPF) e o endereço físico e eletrônico. Loja sem esses dados é sinal de alerta.
- Consulte a lista do Procon-SP. O órgão mantém a lista Evite esses sites, com sites que tiveram reclamações registradas no órgão e, notificados, não responderam ou não foram encontrados. A lista vem em ordem alfabética pelo endereço do site.
No marketplace, olhe o vendedor
Em sites que reúnem várias lojas, o anúncio pode ser de um vendedor diferente da plataforma. A Serasa orienta conferir as informações sobre o vendedor, as condições de pagamento e a entrega antes de fechar a compra.
Pague sempre dentro do site ou do aplicativo. Vendedor que pede para continuar a conversa pelo WhatsApp e mandar o dinheiro por fora da plataforma deixa você sem a proteção da loja.
Senha e código não se passam para ninguém
Outra orientação do levantamento: não informar senha, código de autenticação ou dados bancários fora dos aplicativos e canais oficiais. Nenhuma loja precisa do código que chegou por SMS no seu celular para confirmar um pedido.
A Serasa também recomenda usar senhas fortes e diferentes para a conta da loja, o e-mail e os aplicativos do banco. Assim, se uma delas vazar, as outras continuam protegidas.
Depois da compra: acompanhe a conta
A última dica do estudo é monitorar as movimentações financeiras e o CPF para perceber rápido qualquer atividade estranha. Confira a fatura do cartão e o extrato do banco nos dias seguintes à compra.
Para ver se abriram conta ou empréstimo no seu nome, o Banco Central tem o Registrato, gratuito, explicado no guia de como consultar o Registrato.
Se o brinquedo não chegar ou vier diferente
Na compra pela internet, o artigo 49 do CDC garante 7 dias para desistir, contados do recebimento, com devolução do que foi pago. O passo a passo está no guia do direito de arrependimento.
Se pagou por Pix e caiu em golpe, peça ao seu banco a devolução pelo MED o quanto antes, como explicamos nos tipos de golpe do Pix. E registre boletim de ocorrência com os prints da conversa e o comprovante do pagamento.
Quanto cresceu a fraude na compra de brinquedos no Dia das Crianças?
Em outubro de 2025, a Serasa Experian bloqueou 371 tentativas de fraude em compras online de brinquedos, 130,4% acima da média mensal do período analisado.
Como saber se uma loja de brinquedos online é confiável?
Confira se o endereço é o oficial, procure o CNPJ e o endereço da empresa no site, como exige o Decreto 7.962, e consulte a lista Evite esses sites, do Procon-SP.
Fontes
- Serasa Experian: Dia das Crianças: fraudes nas compras online de brinquedos avançam 130% no período (24/09/2026) (conferido em 29 de setembro de 2026)
- Procon-SP: Evite esses sites (lista de lojas virtuais com reclamações não resolvidas) (conferido em 29 de setembro de 2026)
- Decreto nº 7.962, de 15 de março de 2013, comércio eletrônico (Planalto) (conferido em 29 de setembro de 2026)
- Código de Defesa do Consumidor, Lei nº 8.078/1990, artigo 49 (Planalto) (conferido em 29 de setembro de 2026)
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