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Bolsa Família: mínimo vai a R$ 691 e pagamento de outubro começa dia 19

O Bolsa Família sobe 15,04% em outubro: mínimo de R$ 691 e pagamento de 19 a 30/10 pelo final do NIS. Veja quanto sua família recebe e como conferir no app.

Por Redação Celular de Perto · Edição: Maria Heloisa Barbosa Borges
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Beneficiária sorri e mostra o cartão do Bolsa Família
Foto: Ministério do Desenvolvimento Social / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0). Arquivo original, CC BY-SA 2.0

O Bolsa Família fica 15,04% maior em outubro. O mínimo por família passa de R$ 600 para R$ 691, e o dinheiro novo cai de 19 a 30 de outubro, conforme o final do NIS.

O reajuste foi publicado no Diário Oficial em 17 de setembro de 2026 e é o primeiro desde 2023. Não é preciso pedir nada: os valores novos entram sozinhos na folha de outubro. Abaixo, quanto sobe cada parte do benefício, por que nem toda família recebe exatamente R$ 691, o seu dia de pagamento e como conferir tudo pelo celular.

Quanto o Bolsa Família paga a partir de outubro

O número que mais aparece é o do piso. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), o valor mínimo garantido por família sobe de R$ 600 para R$ 691.

O benefício médio também muda. A estimativa do ministério é que ele passe de R$ 675 para R$ 777 por família. É uma média: há famílias que recebem bem mais que isso, por causa do número de crianças, e há quem fique no piso.

De onde vem o reajuste de 15,04% e por que agora

A correção foi feita pelo Decreto nº 13.120, publicado em edição extra do Diário Oficial da União na quinta-feira, 17 de setembro de 2026.

O índice usado foi o INPC acumulado entre março de 2023 e agosto de 2026. O INPC é a inflação medida para as famílias de renda mais baixa. Março de 2023 foi quando o modelo atual do Bolsa Família voltou a valer, e desde então os valores estavam parados.

Na conta do MDS, a inflação desse período somou 15,04%. Foi esse o percentual aplicado a todas as parcelas do programa.

O reajuste não é um favor avulso. A Lei nº 14.601, de 2023, que criou o formato atual do programa, autoriza o governo federal a mudar os valores por decreto.

A mesma lei diz que os benefícios podem ser corrigidos em intervalos de no máximo 24 meses, e proíbe a redução. Ou seja, o valor pode subir, mas não pode cair por decisão do governo.

Para o ministro Wellington Dias, segundo o MDS, a atualização ajuda a manter a capacidade de o programa proteger a renda das famílias e cobrir as despesas essenciais, como a comida.

O MDS liga o reajuste ao combate à fome, que é um dos objetivos previstos em lei para o Bolsa Família, ao lado da redução da pobreza de geração em geração.

Segundo o ministério, o Brasil saiu do Mapa da Fome em 2025 e continua fora dele. O relatório da FAO de 2026 sobre segurança alimentar no mundo (SOFI) apontou a subnutrição no país abaixo de 2,5%, que é a linha usada para esse mapa.

O mesmo relatório, de acordo com o MDS, mostrou a insegurança alimentar grave em 0,6% no período de 2023 a 2025.

Os quatro benefícios, antes e depois

O Bolsa Família não é um valor único. Ele é a soma de parcelas, e cada uma depende de quem mora na casa. Veja o que muda em cada uma, segundo o MDS:

Benefício Quem recebe Até setembro A partir de outubro
Renda de Cidadania cada integrante da família R$ 142 R$ 164
Primeira Infância cada criança de 0 a 7 anos incompletos R$ 150 R$ 173
Variável Familiar cada gestante, nutriz e criança ou adolescente de 7 a 18 anos incompletos R$ 50 R$ 58
Mínimo por família garantido pelo Benefício Complementar R$ 600 R$ 691

Nutriz é a mãe que está amamentando. Ela entra na mesma parcela das gestantes e dos filhos maiores de 7 anos.

Por que nem toda família vai receber R$ 691

Os R$ 691 são o piso, não o valor de todo mundo. Quem explica é o próprio MDS: existe um Benefício Complementar que entra quando a soma das parcelas da família fica abaixo do mínimo.

Nesse caso, o complemento é exatamente a diferença que falta para chegar a R$ 691. Se a soma passar do piso, não há complemento, e a família recebe o total das parcelas.

Por isso o ministério faz questão de dizer que os R$ 691 são "o valor mínimo garantido, e não um valor único pago a todos". Famílias grandes, e principalmente as com crianças pequenas, recebem mais.

Três contas para entender o seu caso

As contas abaixo usam só as regras e os valores que o MDS divulgou. Elas mostram a lógica do cálculo. O valor exato da sua família aparece no aplicativo Bolsa Família, que considera a situação do seu cadastro.

Pessoa que mora sozinha. A Renda de Cidadania dá R$ 164. Como é menos que o piso, o Benefício Complementar cobre os R$ 527 que faltam, e o total fica em R$ 691. Antes, eram R$ 142 mais R$ 458 de complemento, ou R$ 600.

Mãe com dois filhos de 8 e 12 anos. São três pessoas na Renda de Cidadania (R$ 492) e dois filhos no Variável Familiar (R$ 116). A soma dá R$ 608. O complemento de R$ 83 leva o total a R$ 691. Antes, a mesma família recebia R$ 600.

Casal com dois filhos de 2 e 5 anos. Quatro pessoas na Renda de Cidadania somam R$ 656. As duas crianças pequenas dão mais R$ 346 no Primeira Infância. O total vai a R$ 1.002, sem complemento. Antes, eram R$ 868. A diferença é de R$ 134 por mês.

Calendário de outubro pelo final do NIS

Os valores corrigidos entram na folha de outubro. Segundo o MDS, eles ficam disponíveis a partir de 19 de outubro, conforme o calendário do programa.

O pagamento é escalonado. A Caixa explica que o dia de cada família é definido pelo último número do NIS, e que o benefício só pode ser sacado a partir desse dia: antes disso, ele não está disponível.

Estas são as datas de outubro de 2026 no calendário oficial publicado pela Caixa:

Final do NIS Dia do pagamento
1 19 de outubro (segunda)
2 20 de outubro (terça)
3 21 de outubro (quarta)
4 22 de outubro (quinta)
5 23 de outubro (sexta)
6 26 de outubro (segunda)
7 27 de outubro (terça)
8 28 de outubro (quarta)
9 29 de outubro (quinta)
0 30 de outubro (sexta)

A data da tabela marca o dia em que o dinheiro passa a ficar disponível. Antes dela, avisa a Caixa, não adianta tentar sacar: o benefício ainda não está liberado.

Novembro e dezembro também já têm data

O reajuste não vale só para outubro. Os valores novos passam a ser a base do programa, e o calendário da Caixa já mostra os meses seguintes.

Em novembro, os pagamentos vão do dia 16 (NIS final 1) ao dia 30 (final 0). Em dezembro, o calendário começa mais cedo: vai do dia 10 (final 1) ao dia 23 (final 0), antes do Natal.

Final do NIS Novembro Dezembro
1 16/11 10/12
2 17/11 11/12
3 18/11 14/12
4 19/11 15/12
5 23/11 16/12
6 24/11 17/12
7 25/11 18/12
8 26/11 21/12
9 27/11 22/12
0 30/11 23/12

Onde achar o final do seu NIS

O NIS é o Número de Identificação Social, que o beneficiário recebe no Cadastro Único. A Caixa orienta a olhar o número impresso no cartão do Bolsa Família e conferir o último dígito no calendário.

Quem não tem o cartão à mão pode procurar o setor do Bolsa Família da prefeitura, onde o cadastro foi feito. A Caixa também tem uma página de serviço chamada Cadastro NIS, no menu de serviços do site.

Como conferir o valor e o pagamento pelo celular

São dois aplicativos diferentes, e vale entender o papel de cada um:

  1. Aplicativo Bolsa Família: segundo a Caixa, serve para acompanhar a situação do benefício pelo celular. Está na Play Store e na App Store.
  2. CAIXA Tem: é o app das contas Poupança Social Digital e Poupança CAIXA Tem, onde o dinheiro cai para quem recebe por crédito em conta.
  3. Saque: pelo CAIXA Tem, a Caixa informa que dá para sacar em lotéricas, correspondentes CAIXA Aqui e terminais de autoatendimento.

Baixe os dois apenas pela loja oficial do celular, nunca por link recebido em mensagem. Se você ainda não usa o CAIXA Tem, o passo a passo está no nosso guia de como usar o CAIXA Tem.

Precisa fazer alguma coisa para receber o reajuste?

Não. Pelo que o MDS publicou, os novos valores serão considerados automaticamente na folha de outubro. O anúncio não prevê inscrição, recadastramento nem pedido para ter direito ao valor corrigido.

O que continua valendo é a regra de sempre do programa: o Cadastro Único precisa estar correto. O MDS conta que, desde 2023, cruza os dados do cadastro com outras bases públicas para corrigir registros que não refletem a situação real das famílias.

Na prática, se alguém da casa mudou de endereço, conseguiu emprego, nasceu ou saiu de casa, a atualização é feita no setor do Bolsa Família da prefeitura, onde a família fez o cadastro.

Cuidado com mensagem sobre o "novo valor"

Toda mudança de benefício que vira notícia atrai mensagem falsa. Como o reajuste é automático, nenhuma mensagem que peça dados, senha ou pagamento para "liberar" os R$ 691 tem base no anúncio do governo.

Desconfie de SMS ou WhatsApp com link para "consultar o novo valor" ou "atualizar o cadastro" do Bolsa Família. O caminho seguro é abrir você mesmo o aplicativo oficial. No nosso guia sobre golpe do SMS com link falso há os sinais que mais aparecem nessas mensagens.

Se receber uma dessas, não clique. Veja como denunciar o golpe digital e avise quem da família também recebe o benefício.

Onde tirar dúvida sem cair em golpe

Para dúvidas sobre o saque, a Caixa se apresenta como agente operador do programa: é ela quem paga e mantém os canais de atendimento aos beneficiários.

Para dúvidas sobre o programa e o cadastro, o canal de atendimento do MDS é o Disque Social 121. Mudanças no Cadastro Único continuam sendo feitas na prefeitura. Em qualquer caso, prefira ligar você mesmo para o número oficial e não informe senha do cartão nem código recebido por SMS.

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