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e-Título com foto substitui documento físico para votar?

Neste domingo (4), o e-Título com a sua foto vale como documento na seção, sem RG ou CNH. Sem foto no app, leve o documento físico. Veja o que fazer.

Por Redação Celular de Perto · Edição: Bruno Teles

Celular com a tela do e-Título da Justiça Eleitoral mostrando o selo Biometria coletada, ao lado de um documento de identidade com foto, desfocado ao fundo
Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE (arquivo). Fonte original

Sim, neste domingo (4) o e-Título com a sua foto vale como documento de identificação na seção, e o RG ou a CNH podem ficar em casa. Sem foto no app, ele não basta.

A regra está na página de perguntas frequentes do e-Título, no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e na reportagem da Agência Brasil de sábado (3). O que decide tudo é uma imagem na tela inicial: o seu rosto.

A resposta curta, para ler na fila

O TSE diz que, se a sua foto aparece no aplicativo, ele vale como documento de identificação na votação. Para o mesário, o e-Título com foto faz o papel do RG.

Se a foto não aparece, o caminho é outro. No dia da votação, o eleitor precisa apresentar outro documento oficial com foto, como RG, CNH ou passaporte. O próprio TSE orienta assim.

Por que a foto aparece para uns e some para outros

A foto não vem do celular. Ela vem do cadastro biométrico feito na Justiça Eleitoral, o atendimento em que o eleitor vai ao cartório e deixa foto e digitais.

Segundo o TSE, o app só mostra a foto para quem tem biometria cadastrada e fez a validação no aplicativo. Quem nunca coletou a biometria vê o aviso "Biometria não coletada".

Confira em dez segundos, antes de sair de casa

  1. Abra o e-Título e entre com a sua senha.
  2. Olhe a tela inicial: a sua foto está lá?
  3. Se está, o aplicativo serve como documento. Confira também o local de votação (o caminho está no guia e-Título nas Eleições 2026).
  4. Se não está, separe agora o RG, a CNH ou outro documento oficial com foto.

Se tiver os dois, leve os dois. Celular sem bateria ou sem sinal não derruba a sua identificação.

A foto não apareceu: o que o TSE manda fazer

O TSE descreve duas saídas para quem tem biometria cadastrada, mas não vê a foto.

  • Atalho na tela inicial: toque no espaço onde a foto deveria aparecer e siga a validação facial.
  • Pelo menu: em Mais Opções (canto inferior direito), escolha Realizar Conferência Biométrica e siga as instruções.

A conferência facial só valida a sua identidade. O TSE avisa que não dá para trocar a foto oficial pelo aplicativo: isso exige novo atendimento no cartório eleitoral.

Se continuar sem foto: apagar os dados ou deixar o app de lado

A página do TSE lista outro passo: em Mais Opções, usar Apagar dados do e-Título e emitir o documento de novo. Quem fez a biometria há pouco também pode esperar a sincronização, que o TSE diz levar alguns dias.

Na véspera, isso é um bom plano. No dia da votação, a conta muda: refazer o cadastro toma tempo, pode cair na sala de espera e não garante a foto. O TSE é claro sobre o desfecho: sem foto, você vota normalmente com um documento oficial com foto. Hoje, o jeito mais simples é pegar o RG ou a CNH.

Biometria do celular não é biometria da Justiça Eleitoral

Aqui mora uma confusão comum. Desbloquear o e-Título com a digital ou o rosto do celular não significa que você tem biometria na Justiça Eleitoral. O TSE diz que são coisas sem relação: uma é recurso do seu aparelho, a outra é cadastro feito no cartório.

Por isso há gente que abre o app com a digital e ainda vê o aviso "Biometria não coletada". O desbloqueio é conforto. O que vale como documento é a foto do cadastro eleitoral.

Abrir o app não quer dizer que você pode votar

Outro ponto da página do TSE: qualquer pessoa com inscrição regular ou suspensa consegue baixar e acessar o e-Título. Mas acessar não libera o voto. Se o título estiver suspenso ou com restrição cadastral, o impedimento continua, mesmo que o documento apareça no celular.

Quem tem dúvida sobre a situação eleitoral deve procurar a Justiça Eleitoral, não confiar só na tela do app.

Se for baixar o app hoje

Neste ano, o TSE anunciou que o e-Título pode ser baixado no dia da votação, inclusive no 2º turno. A Justiça Eleitoral ainda recomenda ativar antes, para reduzir a fila no sistema.

Quem for ativar agora precisa digitar dados exatamente iguais aos do último atendimento na Justiça Eleitoral, com acentos e nomes de casado ou solteiro. Se houver diferença, o app não valida. Segundo a Agência Brasil, o aplicativo também pode pedir reconhecimento facial pela câmera.

Em dia de pico, o app pode mandar você para a sala de espera virtual, com contagem de tempo. A conexão volta sozinha quando a fila anda.

O celular que carrega o documento não entra na cabine

Mesmo com o e-Título valendo como documento, o aparelho não vai para a urna. Mostre o app ao mesário, desligue o celular e deixe-o com a mesa receptora, como explicamos na matéria sobre celular e colinha na cabine.

Dois avisos do TSE sobre o app: ele não funciona em celular com root (Android) ou jailbreak (iPhone), e pede Android 7.0 ou superior, ou iOS 14.0 ou superior. Se o seu aparelho é antigo, veja quais celulares rodam o e-Título.

O que levar, em uma frase

Foto no e-Título: o app basta. Sem foto: RG, CNH, passaporte ou outro documento oficial com foto. A lista completa, com o que vale vencido e o que o TSE não aceita, está em documentos para votar em 2026.

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