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Seguro-desemprego 2026: valor, parcelas e como pedir

Em 2026 a parcela vai de R$ 1.621 a R$ 2.518,65. Veja a conta pelo seu salário, quantas parcelas cabem a você e o pedido grátis no app da Carteira de Trabalho.

Por Redação Celular de Perto · Edição: Bruno Teles

Tela de abertura do aplicativo Carteira de Trabalho Digital, com o brasão da República, em um celular apoiado sobre uma câmera e um teclado
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil. Fonte original

Quem foi demitido sem justa causa em 2026 recebe de R$ 1.621 a R$ 2.518,65 por parcela de seguro-desemprego, conforme a média dos três últimos salários.

O pedido é gratuito pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou pelo gov.br.

A tabela foi atualizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e vale desde 11 de janeiro de 2026. O reajuste das faixas seguiu o INPC, que somou 3,90% nos 12 meses anteriores, e o piso acompanha o salário mínimo do ano.

Quanto vou receber? A tabela oficial de 2026

Segundo a tabela divulgada pelo MTE em 12 de janeiro, a conta usa o salário médio dos três meses anteriores à demissão:

Salário médio dos 3 últimos meses Como calcular a parcela
Até R$ 2.222,17 Salário médio × 0,8
De R$ 2.222,18 a R$ 3.703,99 (Salário médio − R$ 2.222,17) × 0,5 + R$ 1.777,74
Acima de R$ 3.703,99 Valor fixo de R$ 2.518,65

Há uma trava: nenhuma parcela fica abaixo do salário mínimo de R$ 1.621. Por isso a primeira linha da tabela engana quem ganhava pouco, como mostram as contas abaixo.

A conta feita para quatro salários

Fizemos o cálculo pela fórmula oficial para salários médios comuns. Confira o seu no app depois do pedido, porque o valor final é o que o sistema do ministério aprova.

Salário médio Conta Parcela
R$ 1.800 1.800 × 0,8 = R$ 1.440, abaixo do mínimo R$ 1.621,00
R$ 2.200 2.200 × 0,8 R$ 1.760,00
R$ 3.000 (3.000 − 2.222,17) × 0,5 + 1.777,74 cerca de R$ 2.166,66
R$ 5.000 acima de R$ 3.703,99 R$ 2.518,65

Um detalhe que pouca gente percebe: quem tinha salário médio de até R$ 2.026,25 recebe exatamente o piso, porque 80% desse valor não passa de R$ 1.621. Só acima disso a parcela começa a subir.

Quantas parcelas cabem a você

O número de parcelas depende de quantos meses você trabalhou nos 36 meses antes da demissão e de quantas vezes já pediu o benefício. A regra está na página do Seguro-Desemprego Formal, do MTE:

Meses trabalhados nos últimos 36 1º pedido 2º pedido 3º pedido ou mais
6 a 8 meses sem direito sem direito 3 parcelas
9 a 11 meses sem direito 3 parcelas 3 parcelas
12 a 23 meses 4 parcelas 4 parcelas 4 parcelas
24 meses ou mais 5 parcelas 5 parcelas 5 parcelas

Na prática, com cinco parcelas no teto, o total chega a R$ 12.593,25. Com cinco parcelas no piso, fica em R$ 8.105. A parcela cai a cada 30 dias, segundo o serviço no gov.br.

Quem tem direito

A carência muda conforme o número do pedido. Pela regra do ministério, o trabalhador precisa ter recebido salário de empresa (ou de pessoa física equiparada):

  • 1º pedido: pelo menos 12 meses nos últimos 18 meses antes da demissão;
  • 2º pedido: pelo menos 9 meses nos últimos 12 meses;
  • 3º pedido em diante: cada um dos 6 meses antes da demissão.

Além disso, a demissão tem de ser sem justa causa, a pessoa não pode ter renda própria suficiente para se manter e não pode receber benefício contínuo do INSS, com exceção de pensão por morte e auxílio-acidente.

Prazo: do 7º ao 120º dia

O pedido só pode ser feito a partir do 7º dia depois da demissão e até o 120º dia, conforme as perguntas frequentes do gov.br. Passou do prazo, o sistema não aceita o pedido. Vale marcar a data no calendário do celular assim que receber a rescisão.

Como pedir pelo celular, passo a passo

O serviço "Solicitar o Seguro-Desemprego" lista o aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, para Android e iPhone, como canal oficial. Desde janeiro de 2025, ele concentra os serviços que eram do antigo Sine Fácil, extinto segundo a Agência Brasil.

  1. Separe o Requerimento do Seguro-Desemprego, que a empresa entrega na demissão. O número tem dez dígitos e fica no alto do formulário.
  2. Abra o app da Carteira de Trabalho Digital e entre com a conta gov.br (CPF e senha).
  3. Vá à área de benefícios e escolha o seguro-desemprego.
  4. Informe o número do requerimento, confira seus dados e siga as telas até confirmar.

A etapa leva até 5 minutos, segundo o gov.br. Qualquer nível da conta gov.br serve para esse pedido: bronze, prata ou ouro, como mostramos no guia de níveis por serviço.

Onde acompanhar e em quanto tempo sai

Depois do pedido, o próprio app mostra o valor, a quantidade de parcelas e as datas de liberação. O gov.br estima entre 31 e 60 dias corridos para o serviço completo.

Quem fez o pedido pelo celular e teve as parcelas liberadas não precisa ir a posto nenhum, diz o gov.br. Divergência de dados no requerimento, por outro lado, só é corrigida presencialmente, no Sine ou numa Superintendência Regional do Trabalho.

Onde o dinheiro cai

O pagamento segue uma ordem definida no serviço oficial:

  1. Na conta informada por você, que precisa estar no seu nome;
  2. Se não houver, na poupança que você tiver na Caixa;
  3. Depois, na poupança social digital da Caixa (a do Caixa Tem);
  4. Por último, com o Cartão Cidadão em lotérica e caixa eletrônico, ou na agência com documento e CPF.

Atenção a um erro comum: o gov.br avisa que conta-salário e conta conjunta não são aceitas. Banco, agência e conta digitados errado fazem o dinheiro ir para a próxima opção da lista.

Negado? Dá para recorrer por dois anos

Se você cumpre os requisitos e o benefício não foi liberado, cabe recurso administrativo pela internet, no portal gov.br. O prazo é de dois anos a partir da demissão, segundo as perguntas frequentes do serviço.

No recurso, é preciso escrever uma justificativa e anexar documentos em JPG, PNG ou PDF, com até 1 MB cada e 10 MB no total. Fotos tiradas com o celular costumam passar desse limite: diminua a resolução antes de enviar. Depois, acompanhe a resposta no mesmo lugar em que fez o pedido.

Empregado doméstico tem regra diferente

Para quem trabalhava em casa de família, a página do MTE prevê até três parcelas de um salário mínimo, ou seja, R$ 1.621 cada em 2026.

É preciso ter trabalhado como doméstico pelo menos 15 meses nos últimos 24 e fazer o pedido de 7 a 90 dias depois da dispensa. Esse pedido é presencial: as perguntas frequentes do gov.br orientam agendar o atendimento pela central 158.

Ninguém cobra para pedir

O gov.br é claro: o serviço é gratuito no portal e no aplicativo. Site ou perfil que pede taxa para "liberar", "adiantar" ou "calcular" o seu seguro-desemprego não fala em nome do governo.

O app oficial se chama Carteira de Trabalho Digital e é publicado pelo governo federal nas lojas do Android e do iPhone. Em caso de dúvida, o telefone oficial é o 158. Para ver os contratos que entram na contagem de meses, confira nosso guia da Carteira de Trabalho Digital.

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