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Anatel publica Panorama do 2º trimestre: quanto o brasileiro paga por mês de celular e quantos GB usa

Panorama da Anatel do 2T26: receita média de R$ 34,07 por usuário de celular, 6,80 GB de consumo e GB a R$ 5,36. Veja a comparação com um ano antes.

Por Redação Celular de Perto · Edição: Bruno Teles

Duas mãos seguram um celular com a lista de mensagens aberta na tela, em foto de arquivo da Agência Brasil
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil (arquivo). Fonte original

A Anatel publicou na terça-feira (6) o Panorama do 2º trimestre de 2026: a receita média por usuário de celular foi de R$ 34,07 por mês e cada um consumiu 6,80 GB.

O dado de receita vem do ARPU, sigla em inglês para a receita média por usuário. Ele divide o que as operadoras faturam pelo número de usuários, então não é o valor do seu plano, e sim a média de todos. O Panorama cobre as operadoras que não são prestadoras de pequeno porte, segundo a nota da Anatel.

Quanto o celular rendeu por usuário e como estava um ano antes

No serviço móvel (SMP), o ARPU do 2T26 ficou em R$ 34,07. No 2T25 era R$ 32,73, uma alta de 4,1%. A diferença entre pós-pago e pré-pago continua grande:

Serviço móvel 2T25 2T26
ARPU pós-pago R$ 50,56 R$ 50,35
ARPU pré-pago R$ 11,84 R$ 12,27
ARPU médio do SMP R$ 32,73 R$ 34,07

O pós-pago ficou praticamente parado, e o pré-pago subiu R$ 0,43. O pós-pago rende hoje cerca de quatro vezes o que rende o pré.

Quantos GB cada usuário consome

O consumo médio por usuário no serviço móvel foi de 6,80 GB no 2T26, contra 5,82 GB no 2T25. É um aumento de 16,84%. No total, os usuários móveis consumiram 4,36 bilhões de GB no trimestre, segundo o gráfico do Panorama.

Na banda larga fixa (SCM), o consumo médio foi de 404 GB por usuário, contra 385 GB um ano antes, alta de 4,94%. Em média, o acesso fixo consome quase 60 vezes mais dados que o celular. Quem quer segurar o consumo na linha móvel encontra o passo a passo em como ativar a economia de dados no Android e no iPhone.

Quanto custa o GB: R$ 5,36 no celular

O Panorama traz um indicador de preço médio por GB consumido, que a Anatel chama de proxy: é uma estimativa feita a partir de receita e consumo, não o preço de tabela de nenhum plano. No celular, o GB caiu de R$ 6,19 para R$ 5,36, uma queda de 13,41%. Na banda larga fixa, foi de R$ 0,25 para R$ 0,23, queda de 8,00%.

O GB do celular é, nessa conta, cerca de 23 vezes mais caro que o da banda larga fixa. Como o indicador divide receita por consumo, ele cai quando o uso cresce mais que a receita: 16,84% de uso a mais contra 4,1% de receita a mais por usuário.

Receita e investimento das operadoras

A receita operacional líquida do setor somou R$ 34,96 bilhões no 2T26, contra R$ 33,91 bilhões no 2T25. O celular responde por R$ 25,33 bilhões, ante R$ 23,84 bilhões. A banda larga fixa ficou estável em R$ 6,82 bilhões nos dois trimestres.

O investimento total foi de R$ 5,41 bilhões, menos que os R$ 5,57 bilhões do 2T25. No celular, caiu de R$ 3,33 bilhões para R$ 3,18 bilhões. Na banda larga fixa, subiu de R$ 1,22 bilhão para R$ 1,33 bilhão.

O ARPU dos outros serviços

O ARPU da banda larga fixa foi de R$ 93,39, abaixo dos R$ 95,61 do 2T25 (queda de 2,3%). A TV por assinatura (SeAC) teve ARPU de R$ 93,11, contra R$ 84,92. A telefonia fixa (STFC) ficou em R$ 34,43, contra R$ 32,38.

O que o Panorama não responde

O número de R$ 34,07 é uma média entre pós e pré, linhas de pessoas e de empresas, e não diz quanto você paga. Para saber se o seu plano está acima ou abaixo, vale comparar a fatura com o ARPU do seu tipo de plano: perto de R$ 50 no pós-pago e perto de R$ 12 no pré-pago.

O documento também traz os indicadores por estado, em gráficos. Para ver o seu, abra o PDF na página do Panorama, no site da Anatel. Para entender a movimentação de linhas entre as operadoras, leia o balanço do mercado móvel de agosto, o recorte do 5G, que já tem quase 1 em cada 4 linhas e o caso da Starlink, que passou a TIM na banda larga fixa.

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