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Comprovante do Pix não poderá ter propaganda nem link a partir de 1º de março de 2027, define o Banco Central

O Banco Central vai proibir propaganda, oferta e link no comprovante do Pix a partir de 1º de março de 2027. Veja o que muda para quem paga e para quem recebe.

Por Redação Celular de Perto · Edição: Bruno Teles

Dedo toca o botão Pix na tela de um aplicativo de banco, em foto de arquivo
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil (CC BY 3.0 BR), foto de arquivo de 2025. Fonte original

O Banco Central proibiu propaganda, oferta comercial e link nos comprovantes do Pix. A regra vale a partir de 1º de março de 2027, e o comprovante deve mostrar só o pagamento que foi feito.

A decisão está na versão 7.4 do manual de requisitos mínimos do Pix, publicada pela Instrução Normativa BCB nº 774 e noticiada pela Agência Brasil em 3 de setembro. Até fevereiro de 2027, continua valendo a versão 7.3.

O que fica proibido no comprovante

Pelo texto do Banco Central, os comprovantes não podem ter "propagandas, ofertas, links e conteúdos alheios à transação". Isso vale para o Pix feito por chave, por agência e conta, por QR Code estático e por QR Code dinâmico. Vale também para o comprovante do Pix Automático.

Para o BC, segundo a Agência Brasil, o comprovante precisa só registrar e demonstrar a operação. O banco também aponta um motivo de segurança: sem link e sem conteúdo comercial, o documento deixa de ser um caminho para páginas fraudulentas.

O que o comprovante vai mostrar a mais

A mudança não é só de corte. Quando o recebedor for empresa e tiver nome fantasia, o comprovante deverá exibir esse nome, aquele pelo qual o estabelecimento é conhecido, o que ajuda a reconhecer para quem você pagou.

As telas de extrato também mudam: pagamentos e recebimentos passam a ser identificados com os sinais "+" e "−" e com os termos "Pagamento" e "Recebimento".

Contatos favoritos e QR Code ganham regras

O manual 7.4 traz outras regras para quem paga. Quem salva um contato favorito terá a chave Pix usada no pagamento guardada pelo banco. Se o nome do recebedor ligado àquela chave mudar, o app deverá avisar antes do próximo pagamento.

Nos pagamentos por QR Code, estático ou dinâmico, ficam vedados o salvamento dos dados da conta do recebedor e a exibição da chave Pix entre os dados que o banco mostra depois da leitura.

A contestação do MED também muda

A mesma atualização reformula a jornada do MED, o pedido de devolução em caso de golpe. A Agência Brasil informa que as telas passam a usar linguagem mais próxima do dia a dia, e que será possível explicar o que aconteceu e anexar documentos e comprovantes.

Os prazos seguem como estão: até 80 dias depois da transação para pedir a devolução, e até 11 dias para o banco responder. A devolução não é automática e depende, entre outros pontos, de haver dinheiro na conta de quem recebeu. O passo a passo atual está em como pedir o MED do Pix.

O MED também não cobre briga comercial sem fraude, como produto que atrasou ou veio diferente do combinado. Nesses casos, a nova jornada deverá orientar o cliente a procurar o atendimento do vendedor ou do banco.

O que muda para você agora

Nada, por enquanto. Até 1º de março de 2027 os bancos têm de adaptar os sistemas, e o comprovante segue como está.

O que vale desde já é a leitura de segurança: comprovante é registro, não convite para clicar. Se alguém mandar um comprovante com link, não abra. Confira o pagamento no extrato do seu app, como mostra o guia do comprovante de Pix falso.

A lista completa das mudanças da versão 7.4 está na página da Instrução Normativa BCB nº 774, no site do Banco Central.

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