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Compra no exterior pelo app: o que muda com as regras do BC em 1º/10

Em 1º/10 valem as novas regras do BC para o eFX, usado em compras e transferências ao exterior. Veja quem pode oferecer, de onde sai o dinheiro e os limites.

Por Redação Celular de Perto · Edição: Bruno Teles

Prédio do Banco Central do Brasil, em Brasília, visto de baixo contra o céu azul
Foto: Leonardo Sá/Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY 2.0). Arquivo original, CC BY 2.0

A partir de 1º de outubro, o eFX, usado para pagar compras no exterior e mandar dinheiro para fora pelo app, fica restrito a instituições autorizadas pelo Banco Central, com transição.

As mudanças estão na Resolução BCB nº 561, de 30 de abril de 2026. A seguir, o que é o eFX, quem pode oferecer o serviço, de que conta o seu dinheiro pode sair e quais são os limites de valor.

O que é o eFX?

É o nome que o Banco Central dá ao serviço de pagamento ou transferência internacional. Segundo o BC, ele é usado para pagar compras no exterior, contratar serviços internacionais e fazer transferências de recursos para fora do país.

Na prática, é o que acontece quando você paga uma loja estrangeira por uma solução de pagamento digital ou manda dinheiro para outra pessoa no exterior pelo aplicativo de uma empresa de pagamentos.

O que muda em 1º de outubro?

A regra principal é que o eFX fica restrito a instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central. Segundo o BC, as mudanças buscam mais segurança, mais transparência e alinhamento aos padrões internacionais contra ilícitos financeiros.

As empresas também terão de mandar informações detalhadas ao BC todo mês e usar contas separadas, só para o dinheiro dos clientes do eFX. A norma ainda amplia o serviço: passa a permitir transferências ligadas a investimentos, no Brasil ou no exterior, até US$ 10 mil.

Quem pode oferecer o serviço?

Pela resolução, podem prestar o eFX bancos, a Caixa, agências de fomento, financeiras, corretoras e distribuidoras de valores, corretoras de câmbio e instituições de pagamento autorizadas pelo BC como emissoras de moeda eletrônica, de cartão pós-pago ou credenciadoras.

Quem já oferece o serviço sem essa autorização pode continuar, desde que peça a autorização ao BC até 31 de maio de 2027. Enquanto o pedido não for aprovado, essas empresas ficam com atividades limitadas, como compras de até US$ 10 mil.

A instituição autorizada que já presta o eFX tem até 30 de outubro de 2026 para registrar o serviço no Unicad, o cadastro de instituições do BC.

De qual conta o meu dinheiro pode sair?

A norma define como os reais chegam à empresa de eFX. O pagamento só pode ser feito por uma destas formas:

  1. Conta de depósito ou de pagamento no seu nome, em instituição autorizada pelo BC ou participante do Pix.
  2. Boleto em que você é o pagador e a empresa de eFX, a beneficiária.
  3. Instrumento de pagamento de até R$ 1 mil, sem recarga nem saque.

Do outro lado, quem recebe dinheiro pelo eFX no Brasil recebe na conta dele, também em instituição autorizada ou participante do Pix. A exceção é o saque feito no país com cartão internacional emitido no exterior.

Existe limite de valor?

Existe em dois casos, pelo texto da resolução:

Operação Limite
Compra por solução de pagamento digital sem integração com a loja virtual US$ 10 mil ou o equivalente em outra moeda
Transferência ligada a investimento no mercado financeiro, no Brasil ou no exterior US$ 10 mil ou o equivalente em outra moeda

Para as empresas que ainda aguardam autorização do BC, a compra de bens e serviços também fica limitada a US$ 10 mil.

Dá para usar criptomoeda no caminho?

Não no pagamento entre a empresa de eFX e a contraparte no exterior. A resolução diz que esse pagamento tem de ser feito por operação de câmbio ou por conta em reais de não residente no Brasil, vedado o uso de ativos virtuais.

A norma também proíbe a empresa de compensar os reais que recebe dos clientes com os reais que entrega a outros clientes.

O que isso muda para quem compra fora pelo celular?

Para o usuário, a mudança principal é de segurança: o dinheiro passa por instituição autorizada e fiscalizada pelo BC, em conta separada, e sai de uma conta no seu próprio nome.

Antes de usar um serviço de pagamento internacional, confira o nome da empresa e desconfie de quem pede pagamento em conta de terceiros. Se a compra vier de fora, veja também como funciona a taxa do Remessa Conforme; e, se for viajar, como evitar conta alta no roaming.

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