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Pix por aproximação ainda tem limite fixo de R$ 500?

Não: desde 1º de outubro o Pix por aproximação deixou de ter teto fixo de R$ 500. Veja como saber quanto passa na sua conta hoje, com exemplos de conta.

Por Redação Celular de Perto · Edição: Bruno Teles

Celular com a página do Pix no site do Banco Central aberta na tela, com o logotipo do Pix e os botões Início e Papel do BC
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil (arquivo). Fonte original

Não. Desde 1º de outubro, o Pix por aproximação não tem mais o teto fixo de R$ 500 por compra: vale o limite da sua conta, que o banco define e você pode pedir para mudar.

A dúvida é comum porque o número de R$ 500 ficou gravado em muita gente. Três dias depois da virada, a resposta curta é "não existe mais um teto próprio da aproximação". A resposta útil é outra: quanto passa de verdade na maquininha hoje depende de dois números que ficam no aplicativo do seu banco.

O que a regra nova diz, em uma frase

A Instrução Normativa BCB nº 746, publicada em 17 de junho, revogou o artigo que fixava R$ 500 por transação para o Pix por aproximação. Segundo a nota do Banco Central, esse tipo de pagamento, e o iniciado sem redirecionamento no Open Finance, passa a seguir a lógica dos demais pagamentos via Pix.

Na prática, o usuário pode pedir ao banco o aumento ou a redução do limite diário e do limite por transação, na ferramenta de gestão de limites que o banco deve oferecer no aplicativo. O texto da norma, aberto no site do BC, retira da Instrução Normativa nº 512 o art. 16-A, o art. 16-C e o inciso VI do § 2º do art. 10.

Não existe um novo teto único no lugar do antigo

Quem esperava um número novo para decorar não vai encontrar. A Agência Brasil resume assim: o fim do teto não significa pagamento de qualquer valor, e sim que o limite passa a ser o das configurações de segurança de cada conta.

A mesma reportagem dá o exemplo de que um cliente poderá pagar R$ 600 ou R$ 1 mil por aproximação se o limite da conta permitir. O "se" é a regra inteira.

Dois limites, e o menor deles manda

Pense em duas travas que valem ao mesmo tempo. Uma é o teto de cada transação. A outra é o total do dia. A compra só passa se couber nas duas.

Os números abaixo são hipotéticos, só para mostrar a conta. Os seus estão no app do banco.

Situação (valores de exemplo) Limite por transação Limite do dia Resultado
Compra de R$ 800 R$ 1.000 R$ 3.000 Passa: cabe nas duas travas
Compra de R$ 800 R$ 500 R$ 3.000 Não passa: estoura o limite por transação
Segunda compra de R$ 800 no mesmo dia R$ 1.000 R$ 1.200 (já gastou R$ 800 antes) Não passa: só restam R$ 400 no dia
Compra de R$ 120 R$ 100 R$ 3.000 Não passa, mesmo sendo pouco

Repare no último caso. Quem baixou o limite por transação antes continua com o limite baixo, e o fim do teto de R$ 500 não mexe nisso.

O que não mudou

  • Confirmação no celular. Encostar o aparelho só lê a cobrança; o pagamento sai depois da biometria ou da senha. O passo a passo está em como pagar com Pix por aproximação.
  • Regras de segurança do Pix. O Banco Central diz que a nova regra vem "sem perder de vista os mecanismos de segurança já incorporados ao ecossistema do Pix", na fala de Breno Lobo, chefe adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro.
  • Limite noturno. Ele segue valendo e tem regras próprias, explicadas em limites do Pix à noite e por transação.
  • Carteira digital vinculada. Para pagar por carteira, ainda é preciso ligar a conta bancária a ela primeiro, como lembra a Agência Brasil.

Como mudar o seu limite

O caminho varia de banco para banco, mas a lógica descrita pela Agência Brasil é a mesma:

  1. Abra o aplicativo da instituição financeira.
  2. Procure as configurações do Pix.
  3. Entre na área de limites ou de gerenciamento.
  4. Peça o aumento ou a redução do valor permitido.
  5. Siga a autenticação que o banco exigir.

Se o seu banco não mostrar essa opção no app, vale perguntar pelo atendimento: a ferramenta de gestão de limites é obrigação, segundo a nota do BC.

Baixar é imediato, subir pode demorar

A Instrução Normativa nº 512 trata os dois pedidos de forma diferente. O pedido de redução precisa ser atendido na hora. Já o de aumento "pode ser acatado, a critério do participante", como diz o art. 12 da norma, aberto no site do BC. Ou seja: o banco pode recusar, e, se aceitar, o prazo de aplicação é de 24 a 48 horas pelas regras do limite.

Quem pretende fazer uma compra grande por aproximação precisa, portanto, pedir o aumento com antecedência, e não na fila do caixa.

Nem todo lugar vai aceitar o valor

O fim do teto é uma regra do Banco Central para o pagamento. Ele não obriga loja nenhuma a ter maquininha com aproximação, nem garante que o seu banco ou a sua carteira digital ofereçam o recurso. A Agência Brasil lembra que a modalidade funciona desde fevereiro de 2025, pelo app do banco ou por carteiras compatíveis.

Se o pagamento falhar, a saída segura é pagar de outro jeito, como QR Code ou chave. E se o valor for alto, confira o nome do recebedor e o valor na tela antes de confirmar.

Com limite maior, a perda possível também cresce

Se o celular for levado, o valor que alguém tenta pagar depende do limite da conta. Para quem usa a aproximação só em compras pequenas, reduzir o limite por transação é um ajuste de poucos minutos, e a redução vale na hora. As travas que continuam de pé em caso de roubo estão em Pix por aproximação sem teto de R$ 500: o que protege a sua conta, e o roteiro de emergência em o que fazer quando o celular é roubado.

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