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Golpe da prova de vida do INSS: como reconhecer o falso contato

O INSS faz a prova de vida sozinho, cruzando dados. SMS ou ligação que pede dados e ameaça cortar o benefício é golpe. Veja como conferir a sua pelo celular.

Por Redação Celular de Perto · Edição: Maria Heloisa Barbosa Borges

Arte do INSS com alerta de golpe mostra celular que recebe mensagens falsas em nome do instituto
Divulgação / INSS. Fonte original

O INSS faz a prova de vida sozinho, cruzando dados de outros órgãos. Mensagem ou ligação que pede seus dados para "atualizar a prova de vida" e ameaça cortar o benefício é golpe.

O alerta mais recente do INSS saiu em 14 de setembro de 2026: aposentados e pensionistas estão recebendo mensagens falsas sobre a prova de vida. Abaixo, como a prova de vida funciona de verdade, o que o INSS não faz, quando uma visita em casa pode ser legítima e como conferir a sua pelo celular.

Como funciona o golpe da falsa prova de vida

Segundo o INSS, os golpistas mandam mensagens de texto pedindo que o aposentado atualize o cadastro e ameaçam cortar o benefício se os dados não forem enviados na hora.

A pressa é a isca. Muitas mensagens trazem um link que parece confiável. O INSS explica que esse é o golpe chamado phishing: o link leva a uma página que pede dados sensíveis, e os dados capturados costumam ser usados em outras fraudes ou para acessar serviços financeiros em nome da vítima.

Há também a versão presencial. Em alerta publicado em abril de 2026, o INSS contou que criminosos se passam por servidores, com crachás falsos, e batem na casa dos segurados falando em "prova de vida", "revisão de benefício" ou "regularização cadastral".

Como a prova de vida é feita hoje

Desde 2023, quem comprova que o beneficiário está vivo é o próprio INSS, e não mais o segurado. Isso é feito comparando informações de diferentes bancos de dados de órgãos parceiros, segundo as perguntas e respostas publicadas pelo instituto quando a regra mudou.

O INSS confirmou o modelo no alerta de setembro de 2026: a comprovação de vida é feita automaticamente, por cruzamento de dados. O prazo conta a partir do mês de aniversário do titular, e o INSS tem 10 meses para reunir as informações.

A prova de vida vale para os benefícios de longa duração, como aposentadorias, pensão por morte e benefícios por incapacidade.

O que conta como prova de vida

A lista está no artigo 2º da Portaria PRES/INSS nº 1.408, de 2022, reproduzida pelo INSS. Vale o que for feito ou atualizado nos 10 meses seguintes ao mês de aniversário:

Ato do dia a dia Detalhe
Acesso ao Meu INSS Com selo ouro, ou outro app público com certificação e controle de acesso
Empréstimo consignado Feito com reconhecimento biométrico
Atendimento Presencial no INSS, perícia médica ou atendimento no sistema público de saúde ou rede conveniada
Vacinação Em posto de saúde
Órgãos de trânsito ou segurança pública Cadastro ou recadastramento
CadÚnico Atualização feita pelo responsável pelo grupo familiar
Eleições Votação
Documentos Emissão ou renovação de passaporte, CNH, carteira de trabalho, alistamento militar, identidade ou outro documento com presença física ou biometria
Recebimento do benefício Com reconhecimento biométrico
Imposto de Renda Declaração como titular ou dependente

O exemplo dado pelo INSS: quem toma vacina contra a gripe num posto da rede pública gera um indicativo de vida. Quando esses registros somam o suficiente no ano, o sistema considera a prova de vida feita.

Quando o INSS avisa, e por onde

Se o cruzamento de dados não for suficiente, o segurado é notificado pelo Meu INSS, pela Central 135 e/ou por aviso do banco, segundo o INSS. A partir do comunicado, ele tem 60 dias para fazer algum dos atos da lista, por exemplo a prova de vida pelo próprio Meu INSS.

No alerta de setembro, o INSS reforçou que, quando o cidadão não é localizado, a comunicação acontece apenas pelos canais oficiais. Em caso de dúvida, a orientação é consultar sempre a Central 135 ou o Meu INSS.

O que o INSS não faz e o que ele orienta

As regras abaixo estão nos alertas oficiais do INSS de 2026:

  • Não pede senha, dados bancários nem transferência de dinheiro.
  • Não envia servidor à sua casa para pedir dados pessoais, senhas, documentos ou informações bancárias.
  • Nunca informe por telefone dados pessoais, senhas ou documentos.
  • Nunca clique em links desconhecidos, mesmo os que parecem confiáveis e pedem para atualizar o cadastro.

Qualquer contato fora dos canais oficiais deve ser tratado como suspeito, diz o instituto.

E se alguém bater na minha porta?

Aqui mora uma diferença importante. A visita de um servidor pode existir: se o segurado não comprovar a vida no prazo de 60 dias, o INSS programa uma pesquisa externa, que é a visita de um servidor ao endereço cadastrado para localizar o beneficiário.

O que o servidor de verdade não faz é pedir dados, senhas, documentos ou dinheiro. O INSS afirma que, em situações específicas, como atendimentos domiciliares previamente autorizados, o cidadão é informado com antecedência. Visita sem aviso em nome do INSS deve ser considerada suspeita.

As orientações do INSS para a visita:

  1. Desconfie de visitas não agendadas em nome do INSS.
  2. Não deixe desconhecidos entrarem em casa.
  3. Não entregue dados pessoais, documentos ou informações bancárias.
  4. Não faça pagamentos nem transferências.
  5. Na dúvida, confirme pela Central 135, pelo Meu INSS ou numa agência.

Como conferir sua prova de vida pelo celular

Segundo o INSS, dá para ver a data da última confirmação de vida de dois jeitos:

  1. Pelo app ou site Meu INSS, com a sua conta gov.br.
  2. Ligando para a Central 135.

O Meu INSS também serve para fazer a prova de vida quando o INSS pede. Como entrar e usar o aplicativo está no guia do Meu INSS pelo celular. O INSS considera muito importante manter o endereço e o contato sempre atualizados no Meu INSS.

O que acontece de verdade se a prova de vida não sair

O golpista diz que o benefício será cortado "hoje". A regra oficial tem várias etapas antes disso, segundo as perguntas e respostas do INSS:

Etapa O que acontece
Até 10 meses após o aniversário O INSS tenta comprovar a vida por cruzamento de dados
Se não conseguir Aviso pelo Meu INSS, Central 135 e/ou banco; 60 dias para fazer algum ato da lista
Passados os 60 dias O INSS programa a pesquisa externa, com visita de servidor ao endereço
Se o endereço não permitir localizar O segurado é notificado e o benefício é bloqueado por 30 dias
Durante o bloqueio Ainda dá para fazer a prova de vida no banco, com biometria, ou numa agência do INSS
Sem comparecer em 30 dias O benefício é suspenso; após seis meses de suspensão, é cessado

Ou seja: não existe corte imediato por falta de resposta a um SMS.

Por que o golpista quer os seus dados

Com CPF, dados do benefício e senha, criminosos podem tentar operações no seu nome. O INSS cita o uso dos dados em outras fraudes e o acesso a serviços financeiros em nome da vítima.

Uma das mais comuns contra aposentados é o empréstimo consignado que a pessoa não pediu. Como conferir se há desconto estranho no benefício está no guia sobre consignado não autorizado.

Recebi a mensagem ou já passei dados: o que fazer

  1. Não responda e não clique no link. Apague a mensagem depois de guardar um print.
  2. Confira a situação do benefício pelo Meu INSS ou pela Central 135.
  3. Se passou senha, troque a senha da conta gov.br o quanto antes.
  4. Se houve prejuízo ou visita suspeita, a orientação do INSS é interromper o contato e procurar a polícia.

Os sinais de mensagem falsa estão no guia do golpe do link falso por SMS, e os canais para registrar a ocorrência, no guia de como denunciar golpe digital. O INSS também pede para compartilhar o alerta com familiares, porque o principal alvo são as pessoas idosas.

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