Golpe da troca de cartão: a ajuda no caixa eletrônico que esvazia a conta
Um estranho ajudou no caixa eletrônico ou o vendedor segurou o cartão? Veja como funciona o golpe da troca de cartão e o que fazer se o seu não é mais o seu.
Por Redação Celular de Perto · Edição: Bruno Teles

Um estranho oferece ajuda no caixa eletrônico, espia a senha e devolve um cartão que não é o seu. Para a Febraban, a única ajuda segura no caixa é a de funcionário identificado do banco.
O golpe da troca de cartão não precisa de tecnologia nenhuma. Depende de duas coisas: ver a senha sendo digitada e ficar com o cartão por alguns segundos. A Federação Brasileira de Bancos o inclui na lista dos golpes mais comuns contra idosos, e bancos como o Banco do Brasil e o Bradesco mantêm alertas próprios sobre ele. Veja onde a troca acontece, como perceber e o que fazer se ela já aconteceu.
Como o golpe funciona no caixa eletrônico
Pela descrição da Febraban, a vítima está fazendo uma operação no terminal de autoatendimento e alguém se aproxima oferecendo ajuda. O objetivo é duplo: ver a senha e trocar o cartão verdadeiro por outro quando a vítima se distrai.
O Banco do Brasil detalha o roteiro: o golpista se aproveita de alguma dificuldade ou distração, pega rapidamente o cartão e devolve um que não é o seu enquanto observa você digitar a senha.
Como o golpe funciona na maquininha
A troca também acontece no comércio. Segundo a Febraban e o Bradesco, golpistas que se passam por vendedores prestam atenção quando você digita a senha e trocam o cartão na hora de devolver.
O Banco do Brasil cita os lugares mais comuns: comércio informal, shows e grandes eventos. E aponta outra artimanha: aproveitar uma distração para que você digite a senha no campo do valor, onde ela aparece na tela. Esse truque da maquininha também aparece no caso do taxista que cobrou R$ 30 mil numa corrida.
O que o golpista faz com o seu cartão
Com o cartão e a senha nas mãos, explicam a Febraban e o Banco do Brasil, os criminosos fazem compras com o seu dinheiro. O BB acrescenta um alerta: mesmo que o golpista não consiga ver a senha, os dados impressos no cartão já permitem compras pela internet.
E há um agravante: segundo o Banco do Brasil, a vítima muitas vezes só percebe a troca na próxima vez que usa o cartão, quando o prejuízo já aconteceu.
Os sinais de que pode ser golpe
| Situação | Por que desconfiar |
|---|---|
| Desconhecido oferece ajuda no caixa | A Febraban manda aceitar ajuda só de funcionário identificado |
| Vendedor pega o cartão da sua mão | Bradesco orienta não entregar o cartão ao vendedor |
| Vendedor diz que precisa passar de novo | O Bradesco manda desconfiar |
| Distração na hora de digitar | Senha pode ir parar no campo do valor |
| Cartão devolvido parece diferente | Pode não ser o seu |
Como se proteger no caixa eletrônico
- Não aceite ajuda de estranhos. Teve problema durante o expediente? A Febraban orienta procurar um funcionário identificado do banco. O Bradesco fala em funcionário devidamente uniformizado.
- Lembre que o golpista quer duas coisas, ver a senha e pegar o cartão; não dê a chance de nenhuma delas.
- Antes de sair, confira se o cartão que está na sua mão é mesmo o seu.
Se a ajuda chegar por telefone, em nome do banco, o golpe é outro, mas o cuidado é o mesmo: veja como funciona a falsa central de atendimento.
Como se proteger na maquininha
A Febraban resume em três hábitos: sempre cheque o valor na tela da maquininha, sempre confira se o cartão devolvido é o seu e sempre passe você mesmo o cartão. O Banco do Brasil completa: insira ou aproxime o cartão você mesmo e mantenha o cartão sob sua supervisão o tempo todo. Para a federação, o cartão não deve ser entregue a ninguém.
Um truque simples: marque o seu cartão
O Banco do Brasil e o Bradesco sugerem personalizar o cartão com uma marca visível ou um adesivo. Parece pouco, mas o golpe depende de devolver um cartão parecido. Com uma marca só sua, a troca fica fácil de notar ainda no balcão. A Febraban recomenda também conferir se o nome impresso no cartão devolvido é o seu.
O cartão foi trocado: o que fazer
- Bloqueie o cartão na hora, pelo app ou pelos canais oficiais do banco.
- Confira o extrato e a fatura. No Banco do Brasil, por exemplo, a transação não reconhecida pode ser contestada no app, direto no extrato, em "contestar lançamento".
- Troque a senha.
- Registre boletim de ocorrência, com o local, o horário e a descrição de quem se aproximou. O passo a passo está em como denunciar golpe digital.
Proteja quem é mais visado
A Febraban coloca a falsa ajuda no caixa eletrônico entre os golpes mais aplicados contra idosos. Vale combinar com pais e avós a regra de ouro: no caixa, só funcionário identificado do banco ajuda. E, se alguém ligar pedindo o cartão de volta, o roteiro é o do golpe do falso motoboy.
Fontes
- Febraban: Golpe da troca de cartão (antifraude, 21/01/2025) (conferido em 2 de outubro de 2026)
- Febraban: Veja os 10 golpes mais comuns aplicados contra idosos e saiba como evitá-los (04/09/2024) (conferido em 2 de outubro de 2026)
- Blog do Banco do Brasil: Conheça o golpe da troca de cartão (conferido em 2 de outubro de 2026)
- Bradesco Segurança: Golpe da troca de cartão (conferido em 2 de outubro de 2026)
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