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Anatel caminha para dar à Starlink 15+15 MHz na banda S: o que muda para o celular via satélite

A Anatel tem 4 votos a 1 para dar 15+15 MHz da banda S à Starlink, metade do pedido. Veja o que isso muda para ligar do celular via satélite e o que falta.

Por Redação Celular de Perto · Edição: Bruno Teles

Foguete Falcon 9 decola levando satélites Starlink
Foto de arquivo: U.S. Space Force/DeAnna Murano (domínio público), Falcon 9 lança satélites Starlink de Cabo Canaveral, nos EUA, em jan. 2025. Arquivo original, Domínio público

O conselho da Anatel tem quatro votos a um para ampliar a faixa da Starlink na banda S para 15+15 MHz, metade dos 30+30 MHz que a empresa pediu. A conta foi publicada pelo Teletime na noite de quinta-feira (8).

A decisão corre em circuito deliberativo, sem reunião do conselho, e o próprio veículo escreve que a Anatel "deve aprovar" o pedido. Ou seja: o julgamento está em fase final, mas a ata oficial ainda não foi conferida pela nossa redação.

A empresa já tinha 10+10 MHz, depois que a agência dividiu a banda em blocos menores para acomodar mais gente. Com a ampliação, ela volta aos 15+15 MHz originais. Os números, segundo o Teletime:

  • 1.980 a 1.990 MHz e 2.170 a 2.180 MHz, até 10 de fevereiro de 2038;
  • 1.990 a 1.995 MHz e 2.180 a 2.185 MHz, até 5 de junho de 2029.

A segunda faixa tem prazo bem mais curto. Para quem acompanha, é o detalhe que mostra que o espectro extra vem com data de validade.

Por que 15 MHz importam para o seu celular

D2D vem de direct-to-device: o aparelho fala direto com o satélite, sem torre da operadora no meio. Com pouca faixa, o serviço fica no básico. Com mais, cabe mais tráfego.

Segundo o Teletime, os 15 MHz reforçam a chance de a Starlink oferecer chamadas de voz e dados suficientes para navegar com qualidade parecida com a do 4G. Note o "reforçam a possibilidade": não há promessa de data nem de serviço.

O único voto contrário é do conselheiro Edson Holanda. Pelo Teletime, ele não discute o mérito. Reclama de a decisão sair em circuito deliberativo e de a relatoria ter ido para outro conselheiro, Alexandre Freire, que analisou outros pedidos da empresa. Matérias em circuito deliberativo não aceitam pedido de vista.

Uma faixa disputada

A banda S não é só da Starlink. Está designada também à Omnispace (grupo SES), à AST e, em parcela pequena, à Sateliot. Há mais empresas do que espectro: são 30 MHz no total, então a Anatel obriga a coordenação entre elas para evitar interferência.

Esta é uma das faixas mais disputadas porque permite D2D sem passar pelas operadoras de telefonia, escreve o Teletime.

O que continua sem resposta

Parcerias ainda são conversas. O Teletime diz que a Starlink fala com a Vivo e que a AST pretende fechar acordos com operadoras móveis, inclusive regionais. A Sateliot anunciou na quinta (8) um acordo com a Arqia, operadora virtual.

Preço, data de lançamento e lista de celulares compatíveis não aparecem em nenhum trecho da fonte. Para o que a AST e a Anatel disseram sobre 2027, leia nossa matéria sobre o celular direto no satélite. Quem usa a Starlink em casa pode ver o ranking da banda larga fixa.

O que vale conferir agora é a ata do circuito deliberativo no site da Anatel e o anúncio de uma parceria com operadora. Até lá, o sinal do seu plano continua vindo das torres.

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